sexta-feira, 29 de junho de 2007

Ganhando a batalha, perdendo a guerra.

História, Guerra, Marketing, Liberdade de Expressão, Liberdade de escolha, Direitos humanos, Apropriação de Tecnologia, Monopólio, Microsoft, Linux, Creative Commons, Direitos Autorais

O universo digital por si só, excluindo as unidades de carbono que o dirigem, não pode aprender. Algoritmos inteligentes melhoram buscas, agilizam processos, mas são escritos pelo carbono e depois incorporados na web.

Até hoje, o carbono prega, com orgulho, sua capacidade de observar o passado como meio preventivo de repetir os mesmos erros ocorridos em um futuro por vir.

A guerra formada dentro do universo digital está cada vez mais parecida com antigas batalhas sangrentas e cruéis do mundo de carbono, mas sem o mesmo peso, pois ninguém é fisicamente atingido no universo digital. O que me chama a atenção, é estes carbonaltas se proclamarem amantes do software LIVRE.

Onde está esta liberdade? Historicamente, isto teria outro nome...

Não sou contra ou a favor de uso de qualquer tipo de software ou plataforma. Posso ter minhas convicções do que é melhor para isso ou aquilo, mas vivo tanto no universo digital, como na plataforma de carbono com um único e imutável conceito que trafega livremente entre estes dois universos - De que tudo isso é plural, diverso e mutável. Todo s devem ter seu direito de expressão sim, mas verbal, escrita ou digitalmente. Não temos o direito de cyberevangelizar os novos índios da Internet, como fizeram nossos patrícios de carbono a 500 anos atrás. Não temos o direito de negar informação ou acesso a serviços aos pinguins.

Temo que a beleza plural de Internet tenha chegado a seu limite de tolerância. Agora vamos esperar que esse se transporte do digital para o carbono, ou vamos voltar a fazer jus a palavra "civilizados" ou "cosmopolitas"?

terça-feira, 8 de maio de 2007

Taggear carbono....

Macintosh vs PC

Linux - Windows - Mac OS

Adsl - Discada - Cabo

Assim é a internet, cheia de divisões, mas um universo sem fronteiras. É como um enorme subúrbio americano, desses de filme de Hollywood, com um monte de casinha, só que são todos diferentes, e não têm cerca. É, não têm mesmo cerca. Só que todos se falam, de um jeito ou de outro, através das ruas que cruzam essas casinhas. Agora, é um fato: Algumas são bem caras, outras mais baratas. Algumas têm janelas, outras tem macieiras e outras têm pingüins na geladeira. Alguns moradores são sempre apressados, outros nem tanto. Uns com muito, outros com pouco e por ai vai. Mais ou menos como a vida no carbono...

Microsoft e Apple sempre dominaram a produção conceitual das maquinas que nos transportam para o digital. A impressão que fica é que existem dois tipos de maquinas: PC e Mac. Depois a gente pode separar por usuários: Heavy-Users, Developers, Hackers, single users... tudo determinado por um conjunto de informações como: maquina+conexão+sistema operacional.

Hoje sabemos que as unidades de carbono começam a ser diferenciadas cientificamente quando transportadas para o universo digital. Acho isso simplesmente fascinante. Rompe uma barreira preconceitual: hoje, não se pode apontar as diferenças, é preconceito. Mas é interessante afirmar diferenças no mundo digital. Lá, posso classificar; ja no carbono, isso é preconceito.

No que será que isso vai dar? Acredito que as pessoas possam enxergar isso apenas como uma diferenciação, que não significa muito, mas ajuda a entender. Ajuda a classificar, a reunir por pariedade. Mas nada disso significa segregar, distanciar, separar ou limitar. Significa apenas identificar.