segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Novas tecnologias, velhos formatos...

Não é nenhuma novidade, para aqueles que já passaram por aqui, ver minha constante observação sobre o tema deste post. Um breve resumo para quem chega por aqui agora (e talvez explicando melhor o que queria dizer em outros...)

Hoje, nosso universo digital compõe e habita esferas sociais que antes, não participava. Hoje, a internet é muito mais presente em nossas vidas do que a talvez 5 ou 10 anos atrás. Certamente influencia muito mais nosso cotidiano do que a 10 ou 15 anos atrás.

Um bate-papo, uma aula, uma apresentação em uma empresa ou até mesmo no cotidiano provado de nossas vidas, ela altera e compartilha, soma e multiplica nossas ações.

Exemplos:

Bate-papo - Todos, ou quase todos nós, desenvolvemos uma linguagem diferenciada e presente e real na internet e que utilizamos com uma freqüência altíssima. Quase como uma segunda língua.

Aula - Todos já fizeram buscas na internet sobre assuntos propostos em salsa de aula, ou trabalhos a entregar.

Apresentação - Nenhuma empresa desprezaria ter acesso a sua produção no universo virtual (querem saber dos seus blogs, fóruns, profile), ou seja, metade do seu currículo pode não estar impresso - pode ser um hyperlink...

e por ai vai...

e nesse processo, o que fazemos é utilizar velhas fórmulas de sucesso nessas novas tecnologias, ou seja, vamos fazendo do virtual, um pouco mais "presencial'.

Em um e-mail formal, não podemos usar "carinhas", e escrevemos o mais rebuscado possível - tornando um simples comunicado, em um documento desses de tabelião...

Fazemos um vídeo qualquer e esperamos sucesso imediato, automático (por que funcionou para alguém...)

e hoje, minha maior preocupação são os professores. Será que eles REALMENTE entendem o que é a internet? o que é ter um computador em sala de aula? Será que eles estão preparados para trabalhar com um mar de informações?

Se, cada aluno, tivesse em casa uma maquina de xérox, será que, quando um professor determinasse certo assunto para a realização de um trabalho, todos eles não iriam simplesmente tirar xérox de determinado livro e entregar?

O ponto é, por que utilizar a mesma forma de avaliação de trabalhos escolares? Por que não propor debates encima de textos coletados? Seminários e apresentações? Por que não aprender a CRIAR CONTEÚDO ou invés de simplesmente avaliar encima de conteúdo criado imultável?

Acho que a internet ajuda, e muito, mas os professores devem se adequar ou perderão a guerra...

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Maquinas não educam.

Matemática, Química, Física, Português, Geografia, História, Biologia, Inglês, Educação Física, Educação Artística ...

Ensino Fundamental, Médio, Universitário, Pós-graduação...

Enfim, Educação.

Adaptação é, para mim, o que prova que o Carbono vai prevalecer, sobre quaisquer circunstâncias. É o que difere Homem de Animal. O que nos permite aprimorar as maquinas.

Porém, sempre existiram resistências as mudanças. Hoje, o Digital invade cada vez mais a forma de relacionamento entre o Carbono e a inspiração do descobrimento. A relação Homem x Conhecimento ou Homem x Inteligência.

Professores, antes provedores de cultura, educadores com o chamado "controle" da informação, hoje se assustam com o risco de perder seus empregos. "Tudo culpa da Rede... a tal internet”.

Mas agora, falamos cada vez mais do Digital em todo lugar. Do Digital não mais com você, mas para você. Falamos de um Digital que não é meio de comunicação e sim, que se comunica com você. Falamos de redes educacionais interligadas, trocando informações, alimentando tomos de conhecimento digitalizados, acessíveis a qualquer um, em qualquer lugar.

Chegou a hora dos professores re-avaliarem seu chamado "modelo pedagógico", suas "linhas educacionais". A chamada andragogia passa agora por uma reformulação. Não mais uma aplicabilidade única no universo adulto, mas também para adolescentes e crianças. Hoje, mesmo a mais jovem das Unidades de Carbono já é capaz de ir atrás de sua própria informação. Hoje, o papel do professor não é mais o Condutor do conhecimento e passa agora como guia diretivo no Digital, ajudando a analise de dados coletados no mega universo cultural da Internet. Não mais provas com perguntas de certo ou errado. Novas avaliações se fazem necessárias. Ao invés de argüir, produzir. Não mais pessoal e sim colaborativo.

Vamos chegar lá? Espero que sim...