sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Triste fusão entre dois mundos (pt1)

Hacker, Algoritmos, Invasão de Privacidade, Vandalismo...
... Coletivo, Desenvolvimento, Conhecimento, Sociedade.

Entre tantas coisas que o carbono experimenta diariamente, existe uma única que prova que realidades frias e controladas por robôs ainda é um futuro muito distante - o sentimento. Há de se imaginar que um dia, gigantes como a Google por exemplo, serão capazes de criar um algoritmo inteligente o suficiente para interpretar sentimentos e habilitar os mesmos em máquinas - e isto parece assustador! Mas apresento aqui uma pergunta razoável, que afasta este temor: a custo de que fariam isso?

Hoje, existe uma fusão entre o carbono e o digital tão inegável, que chegamos a nos transportar livremente entre estes dois mundos sem nenhuma barreira. O que é Virtual? Onde vai o Presencial? Universo digital só é possível com a vontade, desejos e anseios do universo de carbono. Ambos possuem uma simbiose que muitas vezes os favorece, mas como todo coletivo, também cobra seu preço...

Atos de violência são combinados dentro das esferas sociais digitalizadas e o cyberespaço ganha novos conceitos, como cyberbulling. Hackers e crackers nada mais são do que ativistas digitais, arruaceiros ou invasores. Também constituem os ladrões deste novo universo, que se aproveitam de qualquer brecha para se apropriar de conteúdo alheio, nada diferente dos famosos "batedores de carteira" a espreita de uma oportunidade, uma "abertura" no sistema operacional do carbono.

Mas isso tudo já é notícia velha. Gostaria de falar sobre algo que vem me chamando a atenção cada vez mais e faço já um convite a todos que puderem para atentar a esta vertente de observação para que possam iniciar seus estudos e observações deste ponto, e não dos pontos comuns.

Tenho a impressão de que o monstro conhecido como "Virtual" ganha sua força na frustração vivenciada ainda no carbono. Pessoas acreditam que terão seus computadores pessoais rastreados e hackeados todos os dias. Imaginam que serão flagrados por câmeras espiãs em momentos de privacidade ou intimidade. Temem ter seus casamentos destruídos por sites de relacionamento ou seus empregos perdidos. Tudo isso por que? Qual a razão de tanto temor? Qual a razão de tanto desespero e preocupação? Já não nos basta saber que o sol nos causa câncer e que nosso maior necessidade, o oxigênio, pouco a pouco nos deteriora como lâminas de barbear que se dizem "inoxidáveis"? Por que cidadãos comuns, donas de casa, estudantes, comerciantes em pequena escala, têm a certeza de que, em algum lugar no mundo, existe um hacker, estudando horas a fio e desenvolvendo maneiras para invadir seu computador?

Para roubar-lhes as receitas de bolo de fubá? Ou aquele trabalho escolar que foi entregue há alguns anos e a professora lhe deu um parabéns, por isso você guardou? Ou para saber a lista de compras para a próxima semana e aumentar os preços das salsichas, molhos e pães, causando assim uma instabilidade financeira digna de Wall Street e condenar milhares de dogueiros ao desemprego?

Isso se chama frustração! As pessoas que não recebem a devida "atenção" no mundo físico, não são "importantes" ou "notáveis", projetam essa sensação de "invisibilidade" dentro do universo digital, querendo fazer parte dele; sentir e ser sentido, atingir e ser atingido, precisam ter a sensação de que estão sendo observadas, que estão sendo invadidas, que estão fazendo parte de uma "conspiração maior"...

Falo mais sobre isto no próximo post...

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Ganhando a batalha, perdendo a guerra.

História, Guerra, Marketing, Liberdade de Expressão, Liberdade de escolha, Direitos humanos, Apropriação de Tecnologia, Monopólio, Microsoft, Linux, Creative Commons, Direitos Autorais

O universo digital por si só, excluindo as unidades de carbono que o dirigem, não pode aprender. Algoritmos inteligentes melhoram buscas, agilizam processos, mas são escritos pelo carbono e depois incorporados na web.

Até hoje, o carbono prega, com orgulho, sua capacidade de observar o passado como meio preventivo de repetir os mesmos erros ocorridos em um futuro por vir.

A guerra formada dentro do universo digital está cada vez mais parecida com antigas batalhas sangrentas e cruéis do mundo de carbono, mas sem o mesmo peso, pois ninguém é fisicamente atingido no universo digital. O que me chama a atenção, é estes carbonaltas se proclamarem amantes do software LIVRE.

Onde está esta liberdade? Historicamente, isto teria outro nome...

Não sou contra ou a favor de uso de qualquer tipo de software ou plataforma. Posso ter minhas convicções do que é melhor para isso ou aquilo, mas vivo tanto no universo digital, como na plataforma de carbono com um único e imutável conceito que trafega livremente entre estes dois universos - De que tudo isso é plural, diverso e mutável. Todo s devem ter seu direito de expressão sim, mas verbal, escrita ou digitalmente. Não temos o direito de cyberevangelizar os novos índios da Internet, como fizeram nossos patrícios de carbono a 500 anos atrás. Não temos o direito de negar informação ou acesso a serviços aos pinguins.

Temo que a beleza plural de Internet tenha chegado a seu limite de tolerância. Agora vamos esperar que esse se transporte do digital para o carbono, ou vamos voltar a fazer jus a palavra "civilizados" ou "cosmopolitas"?

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Carbono virtual, Alma digital.... FUSÃO!

Joost, Second Life, Skype, Iphone, EaD, VirtualVision

TVDigital, Telefônica, Tim, Claro, Usp, Laramara


A cada dia, penso que uma fusão entre o digital e o carbono se torna cada vez mais real. Cada dia mais perto dos filmes de ficção.

E conceitualmente, acredito que isso seria um aprendizado para ambos. A forma com que problemas conceituais, filosóficos e comportamentais são resolvidos, senão completamente diluidos no ciberuniverso, seriam de grande ajuda na solução de algumas velhas discussões do mundo de carbono.

Da mesma forma, nossos programadores, webdesigners, até mesmo periféricos, ficam cada dia mais próximos do carbono, não no sentido de imitar a vida, mas de lembrar que o universo digital é completamente dependente do carbono.

O carbono ainda tem medo de assumir essa simbiose, acha medonho, frio, limitado... mas não é bem assim. Se conseguirmos unir o melhor dos dois, claro, não teremos um universo complexamente perfeito, mas podemos melhorar, individual e coletivamente, os dois lados.

Pense nisso...

terça-feira, 8 de maio de 2007

Taggear carbono....

Macintosh vs PC

Linux - Windows - Mac OS

Adsl - Discada - Cabo

Assim é a internet, cheia de divisões, mas um universo sem fronteiras. É como um enorme subúrbio americano, desses de filme de Hollywood, com um monte de casinha, só que são todos diferentes, e não têm cerca. É, não têm mesmo cerca. Só que todos se falam, de um jeito ou de outro, através das ruas que cruzam essas casinhas. Agora, é um fato: Algumas são bem caras, outras mais baratas. Algumas têm janelas, outras tem macieiras e outras têm pingüins na geladeira. Alguns moradores são sempre apressados, outros nem tanto. Uns com muito, outros com pouco e por ai vai. Mais ou menos como a vida no carbono...

Microsoft e Apple sempre dominaram a produção conceitual das maquinas que nos transportam para o digital. A impressão que fica é que existem dois tipos de maquinas: PC e Mac. Depois a gente pode separar por usuários: Heavy-Users, Developers, Hackers, single users... tudo determinado por um conjunto de informações como: maquina+conexão+sistema operacional.

Hoje sabemos que as unidades de carbono começam a ser diferenciadas cientificamente quando transportadas para o universo digital. Acho isso simplesmente fascinante. Rompe uma barreira preconceitual: hoje, não se pode apontar as diferenças, é preconceito. Mas é interessante afirmar diferenças no mundo digital. Lá, posso classificar; ja no carbono, isso é preconceito.

No que será que isso vai dar? Acredito que as pessoas possam enxergar isso apenas como uma diferenciação, que não significa muito, mas ajuda a entender. Ajuda a classificar, a reunir por pariedade. Mas nada disso significa segregar, distanciar, separar ou limitar. Significa apenas identificar.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Maquinas não educam.

Matemática, Química, Física, Português, Geografia, História, Biologia, Inglês, Educação Física, Educação Artística ...

Ensino Fundamental, Médio, Universitário, Pós-graduação...

Enfim, Educação.

Adaptação é, para mim, o que prova que o Carbono vai prevalecer, sobre quaisquer circunstâncias. É o que difere Homem de Animal. O que nos permite aprimorar as maquinas.

Porém, sempre existiram resistências as mudanças. Hoje, o Digital invade cada vez mais a forma de relacionamento entre o Carbono e a inspiração do descobrimento. A relação Homem x Conhecimento ou Homem x Inteligência.

Professores, antes provedores de cultura, educadores com o chamado "controle" da informação, hoje se assustam com o risco de perder seus empregos. "Tudo culpa da Rede... a tal internet”.

Mas agora, falamos cada vez mais do Digital em todo lugar. Do Digital não mais com você, mas para você. Falamos de um Digital que não é meio de comunicação e sim, que se comunica com você. Falamos de redes educacionais interligadas, trocando informações, alimentando tomos de conhecimento digitalizados, acessíveis a qualquer um, em qualquer lugar.

Chegou a hora dos professores re-avaliarem seu chamado "modelo pedagógico", suas "linhas educacionais". A chamada andragogia passa agora por uma reformulação. Não mais uma aplicabilidade única no universo adulto, mas também para adolescentes e crianças. Hoje, mesmo a mais jovem das Unidades de Carbono já é capaz de ir atrás de sua própria informação. Hoje, o papel do professor não é mais o Condutor do conhecimento e passa agora como guia diretivo no Digital, ajudando a analise de dados coletados no mega universo cultural da Internet. Não mais provas com perguntas de certo ou errado. Novas avaliações se fazem necessárias. Ao invés de argüir, produzir. Não mais pessoal e sim colaborativo.

Vamos chegar lá? Espero que sim...

terça-feira, 24 de abril de 2007

Velhas Fórmulas de Sucesso Vs. Novas Tecnologias (pt2)

Comédia, sátira, piada, caricatura...

...Exclusão digital, desigualdade social, analfabetismo digital.

Ignorância? Medo? Falso Moralismo? Ética? Política? Estética? Preconceito? Discriminação? Felicidade? Fama? Tecnologia? Oportunismo? Coragem? Vida? Realidade? cyber-bullying? ....?


Quantos são os adjetivos que circulam atualmente o vídeo Fala, Sônia no Youtube? O que isso quer dizer? Qual o real motivo desta discussão?

Seria outro que não o medo de novas tecnologias? Não é mais preciso estudar técnicas de filmagem, roteiro e iluminação para fazer um vídeo com mais de 500 mil visitas. Não é mais necessário estudar os grandes cineastas e observar atentamente suas técnicas inovadoras e figuras de linguagem para produzir um sucesso. A internet abrange todas as esferas acadêmicas que se possa conceber. Estariam as unidades de carbono com medo de invalidar pequenos pedaços de papel, conquistados ao longo de quase 20 anos em uma ou mais instituições de ensino?

Ou talvez seria o poder que a ferramenta exerce sobre nós, quando, sem querer, expõe tão intensamente nossas feridas sociais? Será que agora, toda essa tecnologia nos dá números e fatos tão reais que não podemos mais ignorar? Hoje, através da internet, podemos acompanhar cada tiro de uma guerra, em tempo real. Hoje, temos o resultado de uma eleição com mais de 125,9 milhões de eleitores em questão de dois a três dias, graças a tecnologia. Informática e Internet estão hoje, sem nenhuma sombra de questionamento, abrangendo TODAS as esferas do pensamento humano.

Onde vamos chegar com esta discussão? Resolveremos todos os problemas do mundo? Seremos uma sociedade muito mais civilizada e consciente? Ou será que vamos ter uma postura de repulsa, medo e vergonha dos nossos erros?

Podemos ficar debatendo por horas a fio, o que devemos fazer som a pessoa que produziu o vídeo em questão, nos ater as questões que permeiam o assunto e culpar uma ou duas pessoas sobre este terrível acontecimento de extremo mau gosto.

Podemos também rir copiosamente e espalhar como uma doença altamente contagiosa para todos os nosso amigo e colegas, utilizando a internet, para coletar, em questão de segundos, risadas o suficiente para ensurdecer um país inteiro.

As Unidades Lógicas de Carbono irão perecer, surdas e impotentes com o poder e a velocidade dos espíritos-de-porco digitais.

Os abissais ícones digitais terão suas asas cortadas e castradas pela ditadura e regime frio de Carbono.

Todas essas possibilidades existem, são possíveis, são reais como você, eu, e todos os outros.

Todos nós temos erros. Todos nós temos falhas, locais e esferas do conhecimento. Eu, por exemplo, tenho um português realmente sofrível. Nunca prestei atenção nas aulas de português, nunca gostei mesmo das regras gramaticais, da quantidade de informações que eu tenho que acumular, só pa dizer, muitas vezes, uma simples frase. Mas, hoje eu tenho o MS Word, o Babylon, e tantas outras ferramentas de correção ortográfica. Mas antes, eu sempre tive amigos. Sempre tive alguém que pudesse me ajudar a superar a essas assim chamadas "deficiências". E ainda os tenho. Conto com pessoas, no meu trabalho, que me auxiliam, em todos os meus textos, de chefa, a estagiária, as quais posso contar. Não precisei fazer faculdade de letras assim como elas não fizeram cursos e mais cursos de informática para auxiliá-las a configurar o Netvibes, desenhar algo no Corel, alterar uma imagem no Adobe Photoshop.

Posso dizer que hoje, a internet está muito mais próxima da minha realidade de carbono do que antes. Sempre utilizei a colaboração de outros. Sempre colaborei. Sempre procurei respostas para o que eu queria, o que eu me interessava, e sempre fui abordado com as questões de outros que achavam minha opinião ou formação válida. Nada de papéis, famílias, tradições.

A única diferença, que ainda existe, é que no carbono, quando meus amigos tropeçam e caem no chão, eu ainda me mato de rir, e quando volto a "respirar", estendo a mão para ajudá-los, ao invés de debater e tentar estabelecer pensamentos filosóficos complexos sobre "devo ou não rir", enquanto ele continua caído no chão.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Observando o carbono e o digital

Cyber-Bullying, Superexposição, Direitos Autorais, Direitos Humanos, Violação de condulta, convívio em sociedade.

Termos presentes hoje, mais de uma vez por dia, nos rádios, revistas, programas de tv.

A vida no paradigma do carbono se tornando mais dura, mais fria, com leis como a lei Cidade Limpa visando melhoria da " poluição visual" e o bem estar do cidadão paulista .

As pessoas, com cada vez mais "cultura e conhecimento", se filiando cada vez mais a movimentos como " vegetarianismo", pregando o "software livre" e a " produção colaborativa".

Coisas boas, coisas ruins... mas vamos caminhando.

Já, na infoEra, no Universo digital, no mundo holográfico...

Google implementa cada vez mais e mais formas de distribuir corretamente seus anúncios, agradando a leitores e anunciantes.

Cultura é debatida livremente, com fóruns e até mesmo encontros fora da holografia.

Comunidades no Orkut com mais de 1 milhão de participantes.

O software livre dá um banho em seus "evangelistas" permitindo grandes marcas na fisl.

Produção colaborativa acontece cotidianamente, até mesmo enquanto escrevo este post e peço informações aos meus conhecidos.

Tenho o hoje a impressão de que, mais uma vez, a internet está um passo à frente das "Unidades de carbono", pois seus padrões comportamentais e suas falhas de lógica se resolvem com tempo, sem desespero, sem a necessidade dos 15 minutos de fama.

Os humanos continuam a perder tempo, fazendo muito barulho por nada...

Tudo isso por um espaço de visibilidade, enquanto na internet todos parecem estar cientes de que têm seu espaço garantido, e de que entraram e usufruíram deste... mas somente se assim desejarem.