segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Festa em tempo de Banda Larga

Festas - evento social entre amigos e conhecidos, ação de sociabilização entre amigos e parentes. Diversão...

Houve um tempo onde, em um evento como este, as pessoas levavam suas "cases" com seus cds preferidos, alguns, que não se viam a muito, levavam seus álbuns com fotos da última viagem, ou até mesmo aquele videozinho de handcam, que precisam de um adaptador que quase ninguém tinha...

Hoje, vídeos, fotos, musicas tudo isso, ao alcance de um clique... uma url.

Há quem diga que isso é coisa de Nerd, de Geek, ou de gente muito antenada, muito "sofisticada". Será?

Hoje, basta um camarada ter uma conexão banda larga, chegar na festa, ter um computador ligado, e ele já vai logo dizendo:

"Opa, você já viu aquele vídeo do youtube que..." Pronto, garantida a diversão. Todos interagem, discutem, dão opinião e até mesmo disputam quem conhece o vídeo mais engraçado... quem lembra "daquela musiquinha legal" ou até mesmo um "olha que legal essa foto do meu amigo na balada..."

Tempo modernos... Mas também inclusão digital ao nível de sociabilização. As pessoas trocam livremente musicas e toques de telefone durante a festa, mostram fotos em seus celulares, vídeos bacanas ou até mesmo realizações profissionais, ofertas ou classificados.

E é nesse tempo que estamos vivendo, que precisamos entender a inclusão digital, não somente como uma "oportunidade de empregos" ou de "melhoria de vida intelectual". Inclusão digital é tornar todos os indivíduos, parte de um coletivo que se faz presente dentro e fora da rede.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

H4PPY N3W Y43R ou Feliz Ano Novo?

Como qualquer outro blogueiro, acordei esta manhã de 2008 pensando em reformular a vida, produzir coisas novas, re-inventar o formato, abandonar o icone que compõe minhas impressões visuais no univeso do carbono, remasterizar minhas identidades digitais, convergir para um universo uno, bipartir, compartilhar e unificar tudo novamente... mas pra quê?

Também quis fazer uma lista, com "os melhores... de 2007" ou... "os piores de 2007..." mas novamente, nesse universo louco de carbono virtualizado... seria só mais um ou estaria colaborando com mais opiniões? Estaria elevando o que podemos chamar de consciente coletivo, ou simplesmente passaria despercebido?

Mas, afinal, o que buscamos, carbono ou virtual, viajando e devagando livremente entre estes dois universos? Queremos reconhecimento? Fama? Notoriedade? Respeito? Expressão? Comunicação? Entretenimento? Conhecimento? Informação?

Será que precisamos de um motivo? O carbono consome seu mais nocivo veneno por que sem ele não vive, ao mesmo tempo que, por causa dele, morerá - O oxigênio.

Por que fazemos? Para nos sentirmos vivos. Simplesmente. Cada qual com sua razão, cada qual com sua busca, seus caminhos e infovias digitais, com seus gurus escolhidos, suas logomarcas estanpadas na virtualidade e ao mesmo tempo, desenvolvendo, convivendo e aprendendo, trocando ar.

Então é isso, ao invéz de fazer uma lista de 2007 - que já ficou pra trás e só podemos aprender através da observação - vou dizer algumas coisas que quero para 2008:

Mais Verde
Mais Respeito
Mais Liberdade de Expressão
Menos Pressão
Mais Mídia
Mais Musica
Mais Pessoas
Mais Sistemas
Mais Créditos

Mais Ar!

Para todos nós!

Sejam bem-vindos ao novo/velho/revisado

! ! ! F U R I A D I G I T A L ! ! !

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Marchas Digitais...

Protesto, Indignação, Revolução, Manifesto...
... Comunicação, Sociabilização, Celebração, Idealismo.

Algumas fusões entre o digital e o carbono me impressionam e me maravilham. Muitas vezes observamos eventos que passam despercebidos à nossa percepção visual no mundo físico e também displugadas, longe dos nossos avatares no cyberespaço...

Hoje, percebe-se que grande parte do sucesso do universo virtual se encontra na comunicação, não necessáriamente na informação. O carbono quer se comunicar, se expressar, conviver, simplesmente brincar...

Claro que o universo digital disponibiliza bastante informação, bastante conteúdo em suas bibliotécas alexandríacas... mas quem lê um livro todos os dias? Para alguns poucos, isso é uma realidade corriqueira... muitos podem dizer "eu leio!" e tomar pra si como se esta afirmação fosse algo tão banal quanto beber água... mas percentualmente, poucos lêem... poucos bebem água... e estes parecem distante de nossa realidade que chega a ser até fantasioso imaginar que eles existam...

Mas uma coisa, os dois lados tem em comum: Todos nós, carbono ou virtual, conversamos um sem numero de vezes diáriamente. Seja por uma informação, um comentário, um pedido, uma observação, um desejo de interagir... esta é a real força do Universo Digital: Comunicação.

"Se a internet é feita por pessoas, para pessoas... tem também os mesmos valores e desejos - Comunicar-se!"

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Vamos viver como na internet

Apenas um dia...
Juste un jour...
Appena un giorno...
Apenas un día...
Как раз один день...



Apenas uma hora...
Juste une heure...
Appena un'ora...
Apenas una hora...
Как раз один час...




Apenas um momento...
Juste un moment...
Appena un momento...
Apenas un momento...
Как раз один момент...

Forget your prejudice... your anger... frustration... selfshness...

Try to understand this:


"A internet é feita por pessoas… sua realidade depende das pessoas.... dentro da internet somos todos iguais!!!"
"L'Internet est fait des personnes.... votre réalité dependre de las personnes... dans la Internet nous sommes tout égales."
"Il Internet è fatto dalla gente... La realtà del Internet dipende dallagente... e dalla parte interna del Internet che siamo tutti uguale un"
"Интернет сделан людьми. Реальность интернета зависит на людях ивнутренности интернета, котор мы все равный одни."



APRENDA ALGO


em 6 anos, o mundo perderia:
35.040.000.000 árvores, se cada um deles planta-se apenas 1 por dia.
8000 crianças entre 0 a 6 anos, se cada um deles tivesse concebido dois filhos.
490.560.000.000 emails, se cada um deles envia-se uma média de 14 emails por dia...

... e poderia não perder nada, se não tivessem feito nada.

Mas alguem fez a escolha errada... e eles não puderam mais fazer nada!

Hoje é 9/11/07.


6 anos atrás, mais de 4000 vidas foram perdidas em um ataque terrorista...


segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Triste fusão entre dois mundos (final)

Continuando...

O que quero realmente dizer é que, hoje em dia, dentro de um universo físico tão "globalizado" pela comunicação e sociabilização digital, o processo de convívio humano torna-se cada dia mais rico, mais informativo, mais enriquecedor. Ao mesmo tempo, da mesma forma que os marinheiros e descobridores no mundo real traziam em suas bagagens e pilhagens novas riquezas, traziam também novas doenças, novos vírus e comportamentos diferentes.

O carbono observa, estuda, apropria e se utiliza de qualquer coisa, qualquer um, qualquer lugar. No universo virtual, não há diferença em sua postura. Ele também observa, navega, instala, bloga, lê, utiliza software proprietário ou livre.

A diferença só se faz aparente no próximo passo: só se faz presente quando existe a "frustração". Quando o carbono não consegue assimilar o que está no virtual e é forçado a "pedir uma explicação sobre..." ou um exemplo de "como utilizar...".

Assimilar culturas ainda é e talvez
seja sempre o maior desafio do carbono.

Da mesma forma que a alta velocidade da fibra ótica no traz todos os benefícios que procuramos, traz consigo toda carga de prejuízos e malefícios que qualquer via de transporte pode nos trazer enquanto carbono. Numa simples conversa, podemos nos enriquecer e automaticamente chamar de "conversa civilizada" mas também podemos não concordar com o locutor e chamar de "fofoca".

Hoje, existe uma nova doença: a cyber-hipocondria. Ela atua exatamente da mesma forma que a hiponcondria do universo físico, porém, na internet, ela tem muito mais adeptos, ou mais "infectados".

O "cyber-hipocondria" age da mesma maneira que o hipocondriaco - apresenta o constante medo ou psicosomatiza o estado de um doente em emfermidade grave. Assim vem sendo o comportamento da maioria dos "newbies" ou dos novos usuários de internet. Também podemos notar este comportamento naqueles usuários mais arraizados no carbono.

Acredito que hoje, muito mais importante do que discussões sobre flata de informação na internet, conteúdo impróprio ou invalidado, restrição ou controle na internet, é muito mais importante iniciar um estudo sobre este movimento hipocondriaco tecnologico e trabalhar isso, antes que esta praga se espalhe com a mesma rapidez de um spam.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Triste fusão entre dois mundos (pt1)

Hacker, Algoritmos, Invasão de Privacidade, Vandalismo...
... Coletivo, Desenvolvimento, Conhecimento, Sociedade.

Entre tantas coisas que o carbono experimenta diariamente, existe uma única que prova que realidades frias e controladas por robôs ainda é um futuro muito distante - o sentimento. Há de se imaginar que um dia, gigantes como a Google por exemplo, serão capazes de criar um algoritmo inteligente o suficiente para interpretar sentimentos e habilitar os mesmos em máquinas - e isto parece assustador! Mas apresento aqui uma pergunta razoável, que afasta este temor: a custo de que fariam isso?

Hoje, existe uma fusão entre o carbono e o digital tão inegável, que chegamos a nos transportar livremente entre estes dois mundos sem nenhuma barreira. O que é Virtual? Onde vai o Presencial? Universo digital só é possível com a vontade, desejos e anseios do universo de carbono. Ambos possuem uma simbiose que muitas vezes os favorece, mas como todo coletivo, também cobra seu preço...

Atos de violência são combinados dentro das esferas sociais digitalizadas e o cyberespaço ganha novos conceitos, como cyberbulling. Hackers e crackers nada mais são do que ativistas digitais, arruaceiros ou invasores. Também constituem os ladrões deste novo universo, que se aproveitam de qualquer brecha para se apropriar de conteúdo alheio, nada diferente dos famosos "batedores de carteira" a espreita de uma oportunidade, uma "abertura" no sistema operacional do carbono.

Mas isso tudo já é notícia velha. Gostaria de falar sobre algo que vem me chamando a atenção cada vez mais e faço já um convite a todos que puderem para atentar a esta vertente de observação para que possam iniciar seus estudos e observações deste ponto, e não dos pontos comuns.

Tenho a impressão de que o monstro conhecido como "Virtual" ganha sua força na frustração vivenciada ainda no carbono. Pessoas acreditam que terão seus computadores pessoais rastreados e hackeados todos os dias. Imaginam que serão flagrados por câmeras espiãs em momentos de privacidade ou intimidade. Temem ter seus casamentos destruídos por sites de relacionamento ou seus empregos perdidos. Tudo isso por que? Qual a razão de tanto temor? Qual a razão de tanto desespero e preocupação? Já não nos basta saber que o sol nos causa câncer e que nosso maior necessidade, o oxigênio, pouco a pouco nos deteriora como lâminas de barbear que se dizem "inoxidáveis"? Por que cidadãos comuns, donas de casa, estudantes, comerciantes em pequena escala, têm a certeza de que, em algum lugar no mundo, existe um hacker, estudando horas a fio e desenvolvendo maneiras para invadir seu computador?

Para roubar-lhes as receitas de bolo de fubá? Ou aquele trabalho escolar que foi entregue há alguns anos e a professora lhe deu um parabéns, por isso você guardou? Ou para saber a lista de compras para a próxima semana e aumentar os preços das salsichas, molhos e pães, causando assim uma instabilidade financeira digna de Wall Street e condenar milhares de dogueiros ao desemprego?

Isso se chama frustração! As pessoas que não recebem a devida "atenção" no mundo físico, não são "importantes" ou "notáveis", projetam essa sensação de "invisibilidade" dentro do universo digital, querendo fazer parte dele; sentir e ser sentido, atingir e ser atingido, precisam ter a sensação de que estão sendo observadas, que estão sendo invadidas, que estão fazendo parte de uma "conspiração maior"...

Falo mais sobre isto no próximo post...

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Ganhando a batalha, perdendo a guerra.

História, Guerra, Marketing, Liberdade de Expressão, Liberdade de escolha, Direitos humanos, Apropriação de Tecnologia, Monopólio, Microsoft, Linux, Creative Commons, Direitos Autorais

O universo digital por si só, excluindo as unidades de carbono que o dirigem, não pode aprender. Algoritmos inteligentes melhoram buscas, agilizam processos, mas são escritos pelo carbono e depois incorporados na web.

Até hoje, o carbono prega, com orgulho, sua capacidade de observar o passado como meio preventivo de repetir os mesmos erros ocorridos em um futuro por vir.

A guerra formada dentro do universo digital está cada vez mais parecida com antigas batalhas sangrentas e cruéis do mundo de carbono, mas sem o mesmo peso, pois ninguém é fisicamente atingido no universo digital. O que me chama a atenção, é estes carbonaltas se proclamarem amantes do software LIVRE.

Onde está esta liberdade? Historicamente, isto teria outro nome...

Não sou contra ou a favor de uso de qualquer tipo de software ou plataforma. Posso ter minhas convicções do que é melhor para isso ou aquilo, mas vivo tanto no universo digital, como na plataforma de carbono com um único e imutável conceito que trafega livremente entre estes dois universos - De que tudo isso é plural, diverso e mutável. Todo s devem ter seu direito de expressão sim, mas verbal, escrita ou digitalmente. Não temos o direito de cyberevangelizar os novos índios da Internet, como fizeram nossos patrícios de carbono a 500 anos atrás. Não temos o direito de negar informação ou acesso a serviços aos pinguins.

Temo que a beleza plural de Internet tenha chegado a seu limite de tolerância. Agora vamos esperar que esse se transporte do digital para o carbono, ou vamos voltar a fazer jus a palavra "civilizados" ou "cosmopolitas"?